sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Formação de nuvens sobre a America do Sul

Entenda, em uma explicação simples e sem termos técnicos, as chuvas e o tornado no Rio de Janeiro. Esta descrição está superficial, sem detalhamento, mas não é meu intuito dar uma aula de Meteorologia, apenas explicar rapidamente o que acontece.

Note o espiral de nuvens que se forma exatamente sobre a divisa do Estado de Minas Gerais com São Paulo, sobe por Goiás e Tocantins, vira para a direita, atravessa o Nordeste e desce pela Bahia, nesta sequencia e na direção dos ponteiros do relógio.

A pressão alta está vindo do Pacifico e indo direto para o Atlantico. O movimento padrão de pressão alta está sobre o Pacifico, um "braço" dela atravessa a Argentina, choca-se com a pressão baixa e segue para Leste.

O centro de pressão alta avança do Sul e do Oeste e encontra um centro de pressão baixa, com ar umido e quente, à direita, no mapa, formando a linha de nuvens. A massa de ar mais fria encontra a massa de ar quente e úmida, o que faz com que o ar quente suba e o ar frio desça, formando, além de nuvens densas e de trovoada (Cumulus Nimbus, CB), fortes correntes ascendentes -de ar quente- e descendentes, -de ar frio. Em condições ideais e localizadas, isto forma um ou mais tornados.

Os raios se formam devido a carga de eletricidade estática causada pela fricção das partículas de ar nas correntes. Quando o acúmulo de carga é suficiente e duas cargas opostas se atraem e vencem a resistência natural do ar, há uma descarga, ou para o solo, ou para outra nuvem, ou mesmo para outro ponto da mesma nuvem, formando uma faísca com milhões de volts que é o raio.

O encontro da massa fria com o ar quente e úmido, além de gotas d´água, pode formar pedras de gelo, se estiver frio o suficiente.

Como a concentração de nuvens em cima da Amazônia é muito alta e grande parte da umidade vem de lá, fica evidente a causa do excesso de chuvas. Note também que a linha de nuvens acompanha a linha imaginária da passagem do Sol sobre a superfície da Terra, o que eleva o calor no solo e no mar, aumentando a evaporação da água em conseqüencia do que temos mais umidade no ar e formação de correntes ascendentes, que ao subir, levam junto a umidade para altitudes onde é mais frio (até abaixo de -40ºC), resultando na condensação e na formação de nuvens.

Imagens de: REDEMET-Imagens de Satélite

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